Aparelho no Tom Jobim detectará objetos no corpo em oito segundos

José Luiz de Pinho, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Quem tem o péssimo hábito de engolir entorpecentes ou até jóias, e também os que tentam embarcar em aeronaves com objetos ilícitos sob a roupa ou presos ao corpo, como explosivos, deve colocar as barbas de molho desde já. A qualquer momento, a Polícia Federal pode colocar em ação seu mais novo trunfo de fiscalização: o aparelho de escaneamento de corpo, conhecido como body scan.

O início da operação da máquina, no Aeroporto Tom Jobim, não tem data prevista para acontecer. Dúvida proposital mantida pela PF, como uma espécie de pegadinha para surpreender os infratores.

O objetivo é esse mesmo: não divulgar a data para não alertar quem, por acaso, tenha a intenção de embarcar com drogas, armas, explosivos e outros objetos não permitidos afirmou um agente da PF.

A grande novidade do body scan, aparelho com tecnologia de ponta e de última geração produzido pela indústria alemã, é que, ao contrário dos equipamentos antigos, vai detectar em apenas oito segundos qualquer objeto sob a roupa ou dentro do corpo de quem for submetido à sua leitura.

Uma pessoa por vez sobe numa esteira rolante, passa por um portal e, em oito segundos, o aparelho vai exibir, com nitidez, a estrutura do organismo e óssea da pessoa, detectando, com precisão, qualquer objeto ilegal que ela esteja carregando junto ao corpo ou tenha engolido explica o agente.

Treinamento especializado

Para acelerar o processo de instalação do body scan no Aeroporto Tom Jobim, 12 agentes da Polícia Federal, entre homens e mulheres, estão se especializando através de um treinamento que os ensinará a operar o novo aparelho, a ser instalado, também, nos aeroportos de São Paulo, Recife e Manaus.

Esse treinamento vem sendo ministrado por especialistas em radiologia, que ensinam os agentes a fazerem uma leitura precisa da imagem projetada por um sensor defibra ótica do aparelho. É um treinamento minucioso, que tem por objetivo fazer uma leitura precisa para evitar erro de interpretação e um consequente constrangimento desnecessário para a pessoa que é submetida a ele.

Doados ao governo brasileiro pela embaixada dos Estados Unidos, os quatro aparelhos body scan são fabricados pela empresa Smiths Heimann, a mesma que já produzia os outros aparelhos de raios-X, que fazem a checagem de bagagens nos aeroportos do Brasil.

Esse novo aparelho (o body scan) é o que há de mais sofisticado no mercado internacional de detecção. Além de ser de última geração, foi produzido com tecnologia de ponta em um país que é uma potência nesse tipo de material, informa o agente da PF.

No Aeroporto Tom Jobim, o body scan será instalado no Terminal 1, setor de embarque internacional. Segundo a Polícia Federal, o infrator que for pego em flagrante por ingestão de objeto proibido, já sairá do aeroporto preso e com escolta policial até um hospital, onde será submetido ao processo para expelir o produto.