Desabrigados do Morro do Bumba recebem casas do Governo

Marcelo Fernandes , Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - As chaves de 93 apartamento foram entregues na tarde de domingo a famílias do Morro do Bumba, em Niterói, que perderam suas moradias por causa das chuvas que atingiram o estado no início deste mês.

Os imóveis, localizados no bairro da Várzea das Moças, também em Niterói, são parte do programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal (CEF), e estarão todos ocupados até quarta-feira. Uma loja de departamentos também doou móveis para cada unidade, que virá equipada com camas, geladeira, televisão e sofá.

A entrega foi feita pelo governador Sérgio Cabral, e teve a presença do ministro das Cidades Márcio Fortes, do vice-prefeito de Niterói, José Vicente, e do vice-presidente da CEF, Moreira Franco. Para Cabral, a entrega é resultado dos esforços conjuntos das três esferas de poder.

Mesmo com essa entrega de domingo, sabemos que ainda existe muito a fazer. Nesta segunda-feira, irei me reunir com representantes do Exército para negociar a compra de mais terrenos, dois no Rio e um em Niterói, com o objetivo de construir moradias populares anunciou o governador.

Cabral prometeu disponibilizar o mais rapidamente possível verbas destinadas ao aluguel social:

Sabemos que ainda existem famílias que estão em escolas e abrigos, mas vamos resolver as coisas da melhor forma possível. Não podemos trazer os entes queridos, mas eles terão oportunidade de recomeçar suas vidas.

Emoção

Os beneficiados estavam muito emocionados, mas não se esqueceram das 48 vítimas da tragédia.

Estou feliz em parte, mas triste por ter perdido amigos queridos. Infelizmente, as providências são tomadas somente após a tragédia comentou o ajudante de bombeiro hidráulico Leandro Peçanha, 34, que irá morar com a esposas e as quatro filhas na casa nova.

A aposentada Ely Lopes, 63, preferiu não culpar ninguém pelas mortes.

Acho que ninguém podia prever o que aconteceu. Agora não vou mais viver de favor. Eu perdi tudo nos deslizamentos, mas não perdi minha vida.

A doméstica Marlene Lopes se emocionou.

Eu tinha vergonha de levar as pessoas na minha casa, mas agora moro numa novinha.