Cabral visita Morro do Bumba e diz que cenário é de catástrofe

Agência Brasil

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, visitou nesta quinta-feira o Morro do Bumba, em Niterói, onde deslizamentos de terras provocados pelas chuvas deixaram mortos e dezenas de desaparecidos. Segundo Cabral, o cenário é de catástrofe.

"É um momento de haver muita solidariedade, dos abrigos estarem abertos para receberem as pessoas, dos empresários fazerem doações. O que ocorreu aqui foi, de fato, uma catástrofe, uma catástrofe humana e ambiental", disse Cabral.

Segundo o governador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários governadores têm se mostrado solidários com o que aconteceu no Rio de Janeiro nos últimos dias por causa das chuvas.

Cabral lembrou que o governo federal já garantiu a liberação de R$ 200 milhões em ajuda ao Estado, sendo R$ 90 milhões para a cidade do Rio de Janeiro e R$ 110 milhões para outros municípios. "Vou priorizar Niterói e São Gonçalo nessa distribuição de recursos", afirmou o governador.

O Morro do Bumba é um assentamento de casas sobre um lixão desativado há alguns anos. O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, justificou a falta de objeções da prefeitura para a construção do assentamento ao fato de que o lixão já havia sido desativado há mais de 50 anos.

"Ninguém jamais poderia imaginar que isso pudesse acontecer, mas ainda estamos estudando as causas", disse. O prefeito afirmou, no entanto, que a prefeitura tentou evacuar o local depois das primeiras chuvas de segunda e terça-feira.

Estragos e mortes

A chuva que castiga o Rio de Janeiro desde segunda-feira deixou pelo menos 160 mortos e mais de 150 feridos, alagou ruas, causou deslizamentos e destruição no Estado. Segundo o Instituto de Geotécnica do Município do Rio (Geo-Rio), desde o início do mês foi registrado índice pluviométrico entre 200 mm e 400 mm (dependendo da localidade). É o maior índice de chuvas na cidade desde que começou a medição, há mais de 40 anos. A média prevista para o mês de abril é de 91mm.