Boato de arrastão para o Centro de Niterói

Marcelo Fernandes, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - O boato de um arrastão assustou os niteroienses na tarde desta quinta-feira, depois que moradores de favelas da região foram às ruas protestar contra o prejuízo causado pelas chuvas. Uma multidão invadiu o Plaza Shopping, no Centro de Niterói, e outros estabelecimentos, que fecharam as portas temendo ser atacados por bandidos. Policiais do 12º BPM (Niterói) foram chamados para ver o que acontecia. Um helicóptero da corporação sobrevoou a região para auxiliar no patrulhamento.

De acordo com o capitão Ivan Blaz, relações-públicas da PM, bandidos se aproveitaram da situação e assaltaram uma loja, quebrando vidraças do imóvel. Ele não soube informar onde ocorreu o crime.

Este foi o único caso que soubemos, de um grupo de três ou quatro marginais que atacou uma loja, se aproveitando de um protesto pacífico de alguns moradores do Morro do Estado. Depois, cidadãos começaram a trocar informações e correu o tumulto do arrastão explicou.

Membro da Associação de Moradores do Morro do Estado, Sebastião José de Souza negou que tenha ocorrido um protesto com habitantes da comunidade envolvidos.

Quando acabou a reunião, foi cada um para a sua casa. Na semana que vem, faremos um protesto, mas hoje (quinta-feira) não teve nada a ver conosco. Repudiamos esses boatos reclamou.

Lojas fechadas

Uma funcionária de um restaurante do Plaza Shopping, que não quis se identificar, disse que só viu o pessoal correndo e gritando.

Foi tudo muito rápido. Quando vi, as portas estavam fechadas, mas depois abriu tudo. Foi só o susto relata.

Para a aposentada Acyr Magalhães, de 86 anos, foram momentos de tensão dentro de uma agência bancária no Centro de Niterói, onde ficou por cerca de meia hora.

Quando ia sair, o segurança não deixou, dizendo que tinha uma arrastão. Do vidro do banco, dava para ver o Plaza e outros estabelecimentos fechados, e muita polícia passando contou ela.

Embora muitas pessoas confirmem que o shopping fechou por alguns instantes, a administração negou que tenha baixado as portas durante o tumulto.

Já no início da noite, moradores disseram que PMs passavam pelas ruas dando toque de recolher à população. O batalhão negou e informou que guarnições estão patrulhando normalmente e também ajudando no resgate de vítimas do deslizamento.