Inea avalia estragos provocados pelas chuvas

JB Online

RIO DE JANEIRO - O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria do Ambiente, está promovendo uma série de vistorias para avaliar os estragos provocados pelo temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro nos últimos dias. Equipes foram enviadas aos municípios mais afetados, como Niterói, São Gonçalo, Araruama, Maricá, Magé, Saquarema, Cachoeira de Macacu e Mendes. Também foi criado um grupo de trabalho formado por técnicos para mapear os pontos de maior risco e definir obras emergenciais necessárias.

Pela manhã, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, participou de reunião realizada em Niterói pelo governador Sérgio Cabral e o ministro da Integração Nacional, João Santana, com os prefeitos de onze cidades atingidas pelas chuvas.

No município de Maricá, onde foi decretado estado de emergência pelo prefeito Washington Quaquá, lagoas transbordaram, inundando vários bairros da cidade e deixando mais de cem pessoas desabrigadas. Para facilitar o escoamento da água e o acesso de equipamentos, técnicos do Inea decidiram realizar a abertura de um canal da Lagoa de Maricá para o mar. O trabalho foi iniciado e a estimativa é que até a manhã de quinta-feira o rompimento esteja concluído.

Caminhões e máquinas serão enviados para São Gonçalo a partir de amanhã. Os equipamentos irão ajudar no trabalho de limpeza e recuperação da cidade, umas das mais afetadas pelas chuvas.

Na Baixada Fluminense, vamos dar prioridade ao pagamento da indenização de moradores ribeirinhos do Sarapuí já cadastrados para serem reassentados pelo Projeto Iguaçu. A idéia é agilizar os casos mais sérios, sobretudo de construções que foram comprometidas pelas últimas chuvas e que oferecem riscos aos moradores explicou Irinaldo Cabral, coordenador do Projeto Iguaçu.

Projeto Iguaçu Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), o Projeto Iguaçu consiste numa série de intervenções estruturadoras nas bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí. O objetivo é evitar a reincidência dos fatores de desequilíbrio ambiental nas cidades de Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti e Duque de Caxias, e em bairros da Zona Oeste do Rio, como Bangu e Senador Câmara.

Os trabalhos envolvem a remoção de famílias que vivem às margens dos rios, dragagem das calhas, recomposição e tratamento dos corpos hídricos e urbanização das áreas do entorno com o reflorestamento e construção de parques fluviais.

A primeira etapa do programa começou em junho de 2007 e vai até outubro de 2010. Cerca de 500 famílias, das três mil que vivem às margens dos rios, foram retiradas até agora. Nesta fase o investimento é de R$ 270 milhões.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)