Doações de sangue caem 80% no Rio por causa das chuvas

Portal Terra

RIO DE JANEIRO - O número de doações de sangue no Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti (Hemorio), órgão da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, teve queda de 80% nos últimos dois dias, em virtude das chuvas que atingem a capital.

A entidade está em alerta máximo nessa quarta-feira, o estoque era de 40 bolsas de sangue, quando o normal seriam 400 bolsas. A demanda média diária é de 300 bolsas.

O Hemorio está entrando em contato com doadores freqüentes por meio de telefone e telegramas. Os tipos sanguíneos O Positivo e O Negativo são os mais requisitados porque são usados em emergências.

"Iniciamos ontem mesmo, com a equipe de captação, o trabalho de convocação de doadores de sangue e na comunidade do entorno, mas a situação é grave, os estoques estão praticamente zerados e estamos pedindo ajuda da população para ajudar neste momento difícil", disse diretora geral do Instituto, Clarisse Lobo.

A situação foi agravada devido ao feriado de Páscoa, época em que também é registrada diminuição de doadores. Desde o dia 1º, o Hemorio, que é responsável por distribuir sangue para cerca de 180 hospitais da rede pública de todo o Estado, coletou 840 bolsas, número quase 50% menor do que o registrado em 2009.

Quem quiser doar sangue deve apresentar um documento de identidade com foto, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50kg e estar em boas condições de saúde. Não é necessário estar em jejum. O voluntário deve somente evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e a ingestão de bebidas alcoólicas.

Existem mais de 26 postos de coleta de sangue no Rio de Janeiro cordenados peo Hemorio.Os endereços e horários de funcionamento podem ser obtidos pelo Disque Sangue (0800 282-0708). O Hemorio funciona todos os dias, das 7h às 18h, inclusive sábados, domingos e feriados e fica na Rua Frei Caneca, número 8, no centro.

Estragos e mortes

A chuva que castigou o Rio de Janeiro entre os dias 5 e 6 de abril deixou pelo menos 119 mortos, mais de 135 feridos, alagou ruas, causou deslizamentos e destruição no Estado. O Serviço de Meteorologia do Rio registrou no período o maior índice pluviométrico da cidade desde que começou a medição, há mais de 40 anos: 288 mm.