Comércio do Rio deixou de faturar 90% de um dia comum na terça

JB Online

RIO - A chuva mais forte dos últimos 44 anos na região metropolitana do Rio de Janeiro, que deixou mais de uma centena de mortos e desabrigados nesta terça-feira, causou prejuízos à economia local, que levará alguns dias para se recuperar, segundo entidades e empresários ouvidos.

Somente o comércio da capital, de acordo com a Associação Comercial do Rio de Janeiro, estima que deixou de faturar R$ 170 milhões na terça - 90% de um dia comum - por conta dos estabelecimentos que permaneceram com as portas fechadas e, no caso daqueles que abriram, em razão do baixo número de clientes.

"A cidade ficou paralisada, foi praticamente um feriado. Uma parte das lojas até abriu, mas não tinha clientes", conta Aldo Gonçalves, presidente do Conselho Empresarial de Comércio de Bens e Serviços da associação. "Os poucos estabelecimentos que abriram foram os ligados a alimentos e medicamentos", completa.

Segundo Gonçalves, não há ainda informações sobre prejuízos no comércio em razão de desmoronamentos e alagamentos, somente se sabe o que se deixou de vender. Ele completa que também os autônomos, como taxistas e prestadores de serviço, foram prejudicados, mas não é possível mensurar quanto deixaram de faturar.