Cabo Frio vai contar com Centro de Monitoramento da Lagoa de Araruama

JB Online

RIO DE JANEIRO - A partir desta sexta-feira, Cabo Frio passa a contar com mais um aliado na preservação de um dos pontos turísticos mais degradados da região dos Lagos: a Lagoa de Araruama. A prefeitura montou um Centro de Monitoramento Permanente da lagoa que vai servir para analisar, gerenciar e fiscalizar a lagoa por meio do levantamento físico-químico das águas. O estudo será feito através da instalação de pontos fixos de análise ao longo do Canal do Itajuru, da Praia das Palmeiras e Praia do Siqueira.

- Desde janeiro de 2005, quando foi criado o Dormitório das Garças, já foram recuperadas cerca de 70% das áreas degradadas de manguezal do parque. Este é um primeiro passo, muito importante, rumo à preservação das áreas de mangue, preservando as belezas naturais do município afirmou o Secretário de Desenvolvimento da Cidade e Ambiente, Carlos Victor.

O Centro de Monitoramento Permanente de Cabo Frio funcionará com uma equipe de ambientalistas, um barco para coletar o material para análise e um laboratório. As ações nas águas da Lagoa de Araruama abrangem o município de Cabo Frio e serão distribuídas em operações diárias, trimestrais e semestrais.

A operação diária inclui: monitoramento físico da água; da temperatura; da salinidade; do oxigênio dissolvido; da condutividade; da transparência e do pH. A operação trimestral abrange: a balneabilidade e o levantamento químico da água (fósforo total, do nitrogênio, da amônia, clorofila A). Já a operação semestral realiza o monitoramento biológico, que é a análise do fitoplâncton.

Serão também realizadas ações no meio externo que incluem avaliações nas ações climáticas sobre a Lagoa, na temperatura ambiente, na direção e velocidade dos ventos, além de avaliações da pressão atmosférica, da pluviosidade e da avaliação da incidência solar.

- Com estas análises, esperamos ficar atentos às condições, principalmente da lagoa, para tentar evitar novas mortandades de peixe ou blooms de microalgas, como ocorreram em 2005 e 2007, após a mudança de coloração de algas. Algo muito sério precisa ser feito pela lagoa, que é o nosso segundo cartão-postal, depois da Praia do Forte explicou o biólogo do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Coordenadoria de Meio Ambiente de Cabo Frio e chefe do Centro de Monitoramento, Mureb de Azevedo Mureb.

Ainda segundo Mureb, o principal problema da Lagoa, hoje, é a eutrofização, ou seja, o recebimento de muita carga orgânica por causa do esgoto despejado. Situação que se agrava na alta temporada quando o município recebe quase um milhão de pessoas.

- Este problema será amenizado a partir do final do ano, quando a Concessionária de Água e Esgoto da cidade finalizar a estação de tratamento do bairro mais populoso de Cabo Frio, o Jardim Esperança. Assim que o projeto for concluído, todo o esgoto atualmente desejado na lagoa será direcionado para lá, inclusive a carga orgânica produzida na margem esquerda do canal que é lançado in natura na Lagoa de Araruama. Com esta ação da concessionária e o Centro de Monitoramente poderemos recuperar bem a lagoa disse ele.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)