Um dos maiores distribuidores de entorpecentes do estado é morto

Thiago Feres, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Uma operação da Polícia Civil no Morro do São Carlos, na manhã desta terça-feira(23/03), terminou com a morte do traficante Rogério Rios Mosqueira, 32, conhecido como Roupinol. O criminoso era um dos mais procurados da cidade, e apontado como um dos maiores distribuidores de drogas (principalmente cocaína) do estado do Rio.

A operação foi chefiada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), após a informação de que Roupinol estaria em uma casa no alto do Morro do São Carlos chegar até o setor de inteligência da corporação. Por volta das 6h30 da manhã, 20 policiais entraram na favela e cercaram a casa onde o traficante estava com outros seis comparsas. Roupinol tentou furar o cerco policial atirando, e acabou atingido por um tiro de fuzil na cabeça. Os outros bandidos conseguiram fugir, mesmo com um deles ferido, devido ao tiroteio com os policiais civis.

Com a morte dele, esperamos que a entrada de grandes quantidades de drogas seja dificultada, mesmo sem existir a informação precisa de qual seria o volume de material entorpecente negociado por ele afirmou o delegado do Departamento Geral de Polícia Especializada, Rodrigo Oliveira.

Roupinol respondia por 28 mandados de prisão. O Disque-Denúncia do Rio oferecia a recompensa de R$ 2 mil por informações sobre a sua localização. Na operação, os policiais foram auxiliados por dois helicópteros e dois veículos blindados.

Antes de ser atingido, ele chegou a lançar uma granada contra os policiais. O criminoso dormia com um cinturão onde estavam presas quatro granadas. Com ele, a polícia localizou uma pistola, carregadores sobressalentes e um caderno de contabilidade do tráfico. O bandido também era procurado pela Polícia Federal.

Em dezembro de 2008, a maior apreensão de cocaína pura já feita pela Polícia Civil ocorreu no Morro do São Carlos. Os 91 quilos da droga teriam custado R$ 1,5 milhão ao tráfico de drogas, o que geraria um lucro de venda de quase R$ 5 milhões.

Mesmo no Rio, Roupinol era o chefe do tráfico na favela das Malvinas, em Macaé, no Norte Fluminense. Nesta terça-feira, o comércio local foi fechado por ordem da quadrilha da região.