PAC opta por ações mais locais e completas

Flávio Dilascio , Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Em debate realizado nesta terça feira (23/03) no 5º Fórum Urbano Mundial, a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, revelou que o governo federal viveu um dilema para desenvolver a primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio. Com mais de 500 favelas na capital, boa parte delas assistidas pelo Favela-Bairro programa de inclusão social da prefeitura, criado na primeira administração de César Maia, em 1993 a Secretaria Nacional de habitação teve de buscar uma ação mais localizada, porém com maior efetividade.

Existia um dilema entre uma ação que faz menos em mais lugares (Favela-Bairro) e uma que faz mais em menos lugares (PAC). Só que não vejo problema nisto, pois são programas complementares e o Rio já é beneficiado pelo Favela-Bairro há mais de dez anos disse.

Desde a implantação do PAC, estão sendo beneficiadas as seguintes áreas do Rio: Complexo do Alemão, Manguinhos, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, Colônia Juliano Moreira e algumas regiões da Grande Tijuca. O investimento no estado até agora foi de R$ 3 bilhões, enquanto o Favela-Bairro movimenta R$ 300 milhões em sua fase atual.

Notamos que algumas ações complementares não têm sido feitas depois destes vários projetos habitacionais. Estamos buscando esta continuidade, pois esta é a única maneira de um programa ser desenvolvido comentou Sérgio Magalhães, consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), parceiro da Secretaria Nacional de Habitação.

No mesmo seminário, os representantes do governo trocaram experiências com autoridades da África do Sul e da Índia.