Via expressa de Niterói registra engarrafamento de 9 quilômetros

Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Projetado para dar fim aos congestionamentos da Alameda São Boaventura, o novo corredor viário de Niterói foi reprovado ontem pelos motoristas que enfrentaram engarrafamentos de 9 quilômetros, que chegaram até o município de São Gonçalo. No trecho da Rodovia Amaral Peixoto conhecido como Caixa d'Água, passageiros chegaram a descer dos ônibus e seguir a pé.

A confusão foi consequência da inauguração do corredor, no sábado. Ontem, no entanto, foi o primeiro dia útil da nova via. Com seis quilômetros de extensão, ela apresenta faixas seletivas para ônibus, que param em baias exclusivas para o embarque de passageiros.

Especialistas apontaram dois motivos para o transtorno: o tempo dos sinais de trânsito, que é o mesmo para quem percorre a Alameda e para quem cruza a via expressa, e o cruzamento dos ônibus em frente ao Hospital Getúlio Vargas Filho, no fim da Alameda São Boaventura.

Com a faixa seletiva, os coletivos são obrigados a seguir pela RJ-104 (para pegar os passageiros). Depois precisam cruzar a pista de volta à faixa exclusiva. Os reflexos chegaram no acesso à Ponte Rio-Niterói.

Falta de orientação

Para o presidente da Companhia de Trânsito de Niterói, Sérgio Marcolini, o problema pode ter sido causado pela falta de orientação aos motoristas, embora tenha reconhecido que já esperava problemas nesta primeira semana.

Vamos observar ao longo desta semana e buscar soluções. Acho que foi falta de orientação aos motoristas, mas talvez tenha algo relacionado ao sistema de sinalização explicou.