Em cima da bike, uma nova relação com o Rio

Carolina Monteiro, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - O uso do transporte cicloviário tem atrativos que vão desde a melhora na saúde dos ciclistas até a redução da emissão de poluentes e diminuição de engarrafamentos no trânsito. Para conscientizar o público carioca dos benefícios para a cidade e para as pessoas atrelados com o uso de bicicletas para o transporte urbano, a ONG Transporte Ativo organiza, em parceria com o coletivo de arte Kreatori, a palestra As bicicletas. Passado, presente e futuro , neste domingo, às 16h, na Rua Alice 209, em Laranjeiras.

Queremos estimular o uso da bicicleta em pequenas viagens, de até 3 km explica o presidente da ONG Zé Lobo.

O Rio tem a maior malha cicloviária do Brasil e a segunda maior da América Latina, com 150 km de ciclovias. Segundo a ONG, 3% das viagens feitas na cidade são em bicicletas. Na Zona Oeste, chega a 8% a proporção de deslocamentos feitos em bicicletas. Estima-se que um milhão de viagens sejam feitas diariamente, contabilizando 500 mil pessoas que fazem percursos de ida e volta com bicicletas.

O ideal é que seja feita a integração com o transporte público. Claro que precisa de uma adequação melhor do transporte público para esta conexão diz Zé Lobo.

Adepto do transporte cicloviário, o educador ambiental Eduardo Bernhardt percorre diariamente 2,5 km até o trabalho em cerca de 10 minutos.

Os médicos dizem que tenho boa capacidade de pulmão e o coração em dia pelo exercício diário que faço há anos conta o educador.