Dois suspeitos cnvidados a depor por incêndio de micro-ônibus na CDD

JB Online

RIO DE JANEIRO - O tenente coronel Henrique Castro, coordenador da comunicação social da Polícia Militar, explicou a situação na Cidade de Deus em entrevista À Globo News, na manhã desta quarta-feira.

Ele informou que dois jovens já foram conduzidos à 12ª DP (Taquara) para depor. Eles foram apontados por moradores da comunidade pela participação no crime da noite dessa terça-feira, e há fortes indícios que corroboram a suspeita. Uma menor de idade, grávida, pode ter sido a isca para que o ônibus parasse e viabilizasse a ação dos criminosos e foi para a delegacia com o pai. Um rapaz de 18 anos, conhecido como Cebola, também pode ter participação no crime.

A comunidade recebeu uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em 2009 e, segundo o coronel, tem uma grande diferença entre das outras favelas por ser mais espalhada pelo terreno e pela população ser extremamente maior. Os dados levantados até o momento apontam que houve redução no tráfico e da ostentação de armas. Armas de guerra também foram retiradas pela polícia, que prendeu um bandido que estava desarmado.

- A insatisfação é crescente nas pessoas que tem no tráfico sua principal fonte de renda, e eles querem retornar a fazê-lo - disse o oficial.

O estopim para a violência da noite de terça foi a prisão de um rapaz com 75 papelotes de cocaína, quando foi revistado por uma patrulha. Os policiais militares ficaram sabendo do ataque ao mciro-ônibus quando chegaram à delegacia.

- Isso tudo ocorreu em cerca de 30 minutos, e as viaturas da PM foram as primeiras a chegar no local - informou.

O coordenador foi questionado a respeito da publicidade positiva das UPPs, pois PMs denunciam que foram esquecidos e correm perigo de morte. Em resposta, ele afirma que a positividade vem do retorno dos moradores da favela, que elogiam o retorno à normalidade e do poder ao estado, e que os únicos que não querem o sucesso do programa são os criminosos.