MP garante condenação do deputado Natalino a 15 anos de prisão

JB Online

RIO - O Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro assegurou na Justiça, em menos de dois meses, a condenação do ex-deputado Natalino José Guimarães, a penas que, somadas, chegam a 15 anos de prisão. No julgamento mais recente, atendendo as demandas do Ministério Público, o juízo da 1ª Vara Criminal de Campo Grande proferiu, ontem (01/03), sentença condenando Natalino e o miliciano Fábio Pereira de Oliveira, o Fabinho Gordo , a quatro anos e meio de reclusão pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A denúncia foi apresentada pelo MPRJ, após investigação que resultou em uma operação policial realizada em 22 de julho de 2008 na residência de Natalino. Na ocasião, a polícia prendeu Natalino, em flagrante, portando uma pistola calibre .40. Oliveira foi capturado com um fuzil Colt calibre 5,6mm de uso restrito, conforme a legislação em vigor e uma pistola Taurus .380. Na residência do então deputado e arredores, foram apreendidos, ainda, uma espingarda, uma submetralhadora, dois revólveres e munições.

Somente uma das armas pertencia ao patrimônio da Polícia Civil e havia sido fornecida em cautela a Natalino. Na data da operação ele já havia sido expulso da corporação e, por esta razão, não podia portar a arma da polícia.

Além desta sentença, a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio confirmou no último dia 12/01, por unanimidade, sentença da 1ª Vara Criminal que condenou pelo crime de formação de quadrilha armada o ex-deputado Natalino, o irmão dele e ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho ( Jerominho ), o filho de Jerominho Luciano Guinâncio Guimarães, Fábio Pereira de Oliveira, Ricardo Teixeira Cruz ( Batman ) e outros cinco criminosos.

A decisão judicial de março de 2009, mantida pela 2ª instância da Justiça fluminense, condenou Natalino e Jerominho a dez anos e seis meses de reclusão; Luciano a oito anos e quatro meses; Batman a nove anos e oito meses; Leandro Paixão Viegas ( Leandrinho quebra-ossos ) a nove anos e quatro meses; Gladson dos Santos Gonçalves, Fábio Pereira de Oliveira ( Fabinho Gordo ) e Alcemir Silva a oito anos; Julio Cesar Oliveira dos Santos ( Julinho tiroteio ) a oito anos e quatro meses.

Na sessão de julgamento de 12/01, todos os desembargadores negaram provimento aos recursos interpostos pela defesa dos criminosos, acolhendo as contra-razões recursais interpostas pelo Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO) do Ministério Público.

As informações são da assessoria de imprensa