PM detém taxista dirigindo embriagado na zona norte do Rio

Portal Terra

RIO - Completamente embriagado, o taxista Francisco de Assis Mesquita, 59 anos, ao volante de seu táxi de placa KMX 5957, pegou uma passageira, no fim da manhã desta sexta-feira, na rua Hadock Lobo, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Ao perceber que ele dirigia perigosamente e estava bêbado, a mulher saltou e alertou os cabos Gervásio e Ribeiro, do 6º BPM (Tijuca) que estavam rondando a área em duas motocicletas.

Os PMs perseguiram o táxi, que foi localizado na esquina das avenidas Paulo de Frontin e Paulo II, no Estácio. A muito custo, o motorista foi retirado do táxi e levado para a 19ª DP (Tijuca), onde mal conseguiu subir os degraus da pequena escadaria.

Na delegacia, o taxista ria, abraçava a todos, dizia que tinha "tomado todas" em um bar de onde é sócio, na Rua Barão de Ubá e abraçou um dos cabos, dizendo que parecia muito com o filho dele. Mas apesar do estado de embriaguez no qual o taxista se encontrava, acabou não sendo autuado em flagrante e foi liberado pelo delegado-adjunto, Gilson Perdigão, que alegou que o 6º BPM não possuía um bafômetro (etilômetro) para constatar o grau de estado etílico do motorista.

"Não o autuei por embriaguez ao volante porque o batalhão não possui o bafômetro. Eu nem registrei a ocorrência e o liberei, mas mandei apreender sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para que ele sofra as sanções administrativas junto ao Detran e à Secretaria Municipal de Transportes", afirmou o policial.

O delegado determinou que uma pessoa da família fosse à delegacia pegar o táxi. O comandante do 6º BPM (Tijuca) coronel Fernando Príncipe, disse que a unidade possui bafômetros mas que, naquele momento, eles não estavam disponíveis.

"Por ese motivo, acredito que o delegado que apreciou o caso deveria mandar o taxista para exame clínico, no IML, onde seria constatado seu estado de embriaguês", afirmou.

A carteira do taxista, apreendida pelo delegado vai ser encaminhada ao Detran para abertura de processo administrativo que vai analisar a situação dele, que poderá ter seus direitos de dirigir suspensos por um ano, É uma infração considerada gravíssima, com a perda de sete pontos na carteira e mais multa de R$ 995, de acordo com o Departamento de Trânsito.

Pelo Código Disciplinar de Transportes, da Secretaria Municipal de Transportes, o taxista poderá ser infracionado em R$ 42 por dirigir embriagado e poderá ser enquadrado por falta de urbanidade com o público, o que vai lhe custar mais R$ 42. A questão vai ser analisada pela subsecretaria de fiscalização, da secretaria, que lamenta que não tenha ocorrido o flagrante, pois a punição contra ele seria imediata.