Para secretária, morte de peixes foi causada por aumento de algas

JB Online

RIO - Mudança nas condições climáticas. Esse foi o motivo, segundo a secretária estadual do Ambiente da mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul. Para Marilene Ramos a instabilidade do tempo provocou a proliferação de uma espécie de alga que teria sido a culpada por esse desequílibrio.

A secretária desmentiu a estimativa da Comlurb, que havia informado que o total chegaria três toneladas de peixes mortos. Para ela, o número se aproxima de 500 quilos.

A gerente de qualidade de água da secretaria, Fátima Freitas, descartou o aumento de esgoto na lagoa. Segundo ela, não houve diminuição no nível de oxigenação da água. Marilene também descartou qualquer ligação entre a abertura do canal do Leblon e a mortandade. "Com certeza não tem conexão com o caso do Leblon, porque a medição indicou que o nível de oxigênio na água está normal. Se houvesse entrada de esgoto, o (nível de) oxigênio teria caído", afirmou.

A Rio-Águas, órgão da prefeitura do Rio, teria aberto as comportas do canal do Leblon depois que a tubulação que devia o esgoto no bairro para o emissário de Ipanema se rompeu. Por causa disso, a água do mar na altura do Leblon ficou poluída.