O valor da consciência ambiental

Marcelo Gigliotti e Caio de Menezes, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - A consciência ambiental ganha cada vez mais força no mundo contemporâneo. Empresas, ONGs, cidadãos, países, políticos não só percebem como assumem sua responsabilidade na questão. Isso tem se refletido em ações concretas por parte destes agentes. Reconhecer este esforço é o objetivo do Prêmio Brasil de Meio Ambiente, que chega à sua quarta edição em 2010.

O prêmio é uma iniciativa do Jornal do Brasil, do JB Online e da revista JB Ecológico. Conta com patrocínio da Petrobras e estruturação técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), através de seu braço fluminense, a Firjan. Projetos de preservação e educação ambiental, além de modelos de gestão adotados por empresas rumo a uma economia que valorize a sustentabilidade foram agraciados este ano.

Iniciativas

São iniciativas como o Projeto Jovens Ilustradores, promovido pela Vale. Lançado no ano passado, ele ensinou a 250 jovens a arte da ilustração botânica nos seis estados em que a empresa atua. Plantas nativas de cada região serviram de modelo para os trabalhos.

Junto com o ensinamento artístico, esse jovens receberam uma grande lição de cidadania e consciência ecológica diz o diretor de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Vale, Luiz Claudio Castro.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi outra empresa premiada, na categoria Fauna e Flora, com o Programa Peixe Vivo, cujo objetivo é reduzir o impacto sobre o ecossistema nas bacias hidrográficas que sustentam as atividades de geração de energia. Uma ação que, além de tudo, reverte em benefícios para populações ribeirinhas, que vivem da pesca.

Nossa meta não se limita apenas a reduzir eventuais danos. Nós trabalhamos com repovoamento de espécies nativas diz Newton Prado, da Cemig.

Outro trabalho relacionado à rica fauna brasileira, o desenvolvido pela Fundação Pró-Tamar, é um dos homenageados pelo 4º Prêmio Brasil de Meio Ambiente. A fundação, criada em 1988, viabiliza todo o programa de inclusão social e geração de empregos e renda proporcionado pelo projeto Tamar, que vem protegendo tartarugas marinhas do litoral brasileiro há 30 anos e fazendo as comunidades de pescadores passarem de predadoras desta riqueza para protetoras.

A base de funcionamento do Tamar é conseguir apoio e suporte de toda a sociedade. Este prêmio nos dá a leitura de que a conservação das tartarugas marinhas está bem permeada nos diversos setores da sociedade comenta Neca Marcovaldi, presidente voluntária da fundação.

Além de empresas, pessoas também foram homenageadas. Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe da UFRJ e secretário-executivo do Forum Brasileiro de Mudanças Climáticas, é a Personalidade Brasil de Meio Ambiente.

A questão ambiental ficou em foco graças à Conferência de Copenhague. A presença brasileira foi marcante. Mas ainda há muito a ser feito.

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) foi premiada pelo Programa Selo Verde, que evitou lançar na atmosfera 190 mil toneladas de CO2 somente em 2008.

O setor reconhece o impacto sobre o meio urbano. O Selo Verde é uma declaração transparente de que estamos atentos ao compromisso ambiental diz Guilherme Wilson, da Fetranspor.

A Caixa Ecônomica Federal foi premiada devido à agência bancária Jardim das Américas, em Curitiba, que fica no primeiro edifício a receber a Etiqueta de Eficiência Energética do Brasil.

Nosso objetivo é fazer com que nossas atividades empresariais utilizem o mínimo de recursos naturais observa o superintendente regional em Curitiba, Celso Matos

O Bradesco ganhou o prêmio Melhor Empresa do Ano, com o Banco Planeta, criado em 2007, que trabalha o conceito de finanças sustentáveis.

O prêmio mostra que estamos num caminho certo congratula-se Domingos Figueiredo de Abreu, diretor vice-presidente do banco.

A cerimônia de premiação e homenagens será na sexta-feira, dia 29, às 19h30, no Jockey Club, no Rio.