Fiocruz para por 48 horas

JB Online

RIO - Os trabalhadores da Fiocruz decidiram paralisar suas atividades por 48 horas a partir desta quinta-feira. A greve acontecerá em função da possibilidade de corte da insalubridade já no contracheque de janeiro. A medida do Ministério do Planejamento afetará pelo menos 80% dos servidores da Fundação e representará uma redução média de 10% do vencimento básico.

A greve foi confirmada na última terça-feira, em assembleia-geral, e os servidores também aprovaram indicativo de paralisação para os dias 26, 27 e 28 de janeiro, caso seja confirmada a redução salarial, sem nenhuma garantia de compensação.

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira, quando será avaliado o rumo do movimento.

- É inaceitável que parte de nossa remuneração, presente no contracheque há cerca de 20 anos, seja retirada sem nenhuma forma de compensação. Isso significa parte considerável do salário de muitos servidores - afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), Paulo César de Castro Ribeiro.

Somente os serviços considerados essenciais deverão funcionar, em regime de plantão semelhante ao de fim de semana. A paralisação não afetará o compromisso dos trabalhadores da Fiocruz com as atividades assistenciais, de emergência dos hospitais e de produção de vacinas e medicamentos que possam gerar perdas nas linhas já iniciadas.