UPPs serão implantadas em até 100 comunidades do Rio

Agência Brasil

RIO - Planejamento estratégico da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro prevê a ocupação de, no máximo, 100 comunidades com as unidades de polícia pacificadora (UPP). O projeto das UPP, que prevê um policiamento comunitário e o fim do controle das favelas por quadrilhas armadas, já está implantado em sete comunidades do Rio.

A informação divulgada hoje (7) pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, mostra que nem todas as favelas dominadas por grupos armados serão beneficiadas pelas UPP. Levantamento do Núcleo de Pesquisa das Violências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), divulgado no final do ano passado, aponta que mais de 930 comunidades da capital são dominadas por quadrilhas de tráfico de drogas ou por milícias.

O número de favelas dominadas por quadrilhas de criminosos é ainda maior se forem somadas as comunidades do Grande Rio e do interior do estado. Mesmo assim, nem todas as 100 comunidades receberão as UPP no governo de Sérgio Cabral, que se encerra neste ano. Segundo Beltrame, a previsão para este ano é a implantação das unidades em até 40 favelas, que somariam 300 mil pessoas.

Estamos analisando os resultados, que, graças a Deus, até agora, são os melhores possíveis. Nossa preocupação não é usar a unidade pacificadora em todas as comunidades. E óbvio que isso [UPP] não é a solução de todo o problema. Temos uma polícia que tem que atuar no asfalto. Temos uma polícia que tem que investigar, mas a experiência de atacar esse problema de uma maneira pontual e gradual está dando muito certo , disse Beltrame.

As unidades de polícia pacificadora para as outras 60 comunidades terão que ser instaladas pelos próximos governos. O secretário disse ainda que não sabe quantos homens serão necessários para ocupar as 100 favelas previstas no planejamento estratégico de expansão das UPP.

Neste ano, serão formados 3,6 mil novos policiais. Todos eles irão atuar nas novas UPP a serem instaladas até o final deste governo. Se as unidades forem instaladas em comunidades pequenas, será possível alcançar as 40 favelas previstas. Mas se, por acaso, for decidido que a ocupação será de grandes complexos de favelas, como o Alemão ou a Maré, o número de comunidades atendidas será menor.

Com 3 mil homens, eu posso fazer duas comunidades grandes. Com 2 mil homens, eu poderia fazer a Maré, poderia fazer o Alemão. Agora, com esses mesmos 2 mil homens, posso fazer 15 ou 20 comunidades menores , disse Beltrame.

O secretário visitou hoje as favelas da Ladeira dos Tabajaras e do Morro dos Cabritos, na zona sul da cidade do Rio, que receberão uma unidade de polícia pacificadora no próximo dia 14.