Busca a desaparecidos em Angra recomeça logo cedo

Agência Brasil

RIO - As equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros reiniciaram agora de manhã as buscas aos corpos das duas vítimas que ainda não foram resgatadas dos escombros decorrentes dos deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas que atingiram Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, na madrugada do dia 1º.

Um dos corpos seria da menina Alexandra, de 11 anos, filha do ajudante de obras Jorge Carvalho, de 43 anos, que perdeu a mulher e cinco dos seus oito filhos, entre eles um bebê de oito meses, no deslizamento de terra no Morro da Carioca.

Também continua sob os escombros o corpo de Roseli Pedroso, moradora da Enseada do Bananal, na Ilha Grande, onde mais 31 pessoas morreram em conseqüência dos desmoronamentos. Os bombeiros acreditam que o corpo esteja sob uma enorme pedra que rolou junto com a lama pela encosta, destruindo várias casas e a Pousada Sankay.

Com as 52 vítimas confirmadas em Angra dos Reis, o número de pessoas que morreram em todo o estado por causa da chuva chega a 74.

Ontem, após sobrevoar a região, a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, informou que o número de casas que precisam ser demolidas em Angra pode chegar a 3 mil. O prefeito da cidade, Tuca Jordão, havia estimado terça-feira que as demolições deveriam envolver um total de 500 residências em áreas consideradas de risco.