Rio: Maré marrom assusta banhistas

André Balocco, Jornal do Brasil

RIO - Se os fogos na praia e o tradicional calor humano do carioca ajudaram os empresários do ramo do turismo a festejarem a ocupação recorde neste Réveillon, a coloração do mar nos últimos dias trabalhou em sentido contrário. Há pelo menos quatro dias as praias da Zona Sul deixaram de lado o azul e escureceram, causando arrepios aos banhistas. Teve gente que até evitou mergulhar no mar, temendo que o fenômeno, que está sendo chamado de 'maré marrom', traga, além da feiúra do mar, doenças de pele.

A produtora Cláudia Cunha foi com uma amiga à praia de Copacabana e sequer pôs os pés no mar neste domingo. Ela confessa que saiu frustrada do passeio. Menos mal que, ao perceber a escuridão, tratou de se posicionar bem ao lado de um dos inúmeros chuveirinhos que os barraqueiros põem ao lado de seus negócios, como forma de atrair mais clientes.

O mar estava horrível - conta Cláudia. Ainda bem que não gosto muito de mergulhar mesmo.

Sua amiga, a maranhense Alcione Lima, estudante de jornalismo, se decepcionou com o que viu. Ela não entrou na água temendo pegar uma micose.

Já soube de outras pessoas que se arriscaram e saíram da água se coçando toda. A praia de Copacabana hoje estava uma verdadeira Baía de Guanabara comparou.

Mas segundo o biólogo Mário Moscatelli, não há razões para maiores preocupações. Moscateli diz que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) coletou a água assim que o fenômeno surgiu e chegou à conclusão de que as algas que deram a coloração escura ao mar são inofensivas.

Nesta época do ano é comum esta proliferação devido às condições climáticas, com a maior incidência solar e o aumento da temperatura do mar explicou. Ninguém deve se preocupar com isto. É apenas uma questão visual.

Mas como seguro morreu de velho...