Rebelião termina com dois feridos

Jornal do Brasil

RIO - Uma rebelião neste domingo na casa de custódia Romeiro Neto, em Magé, na Baixada Fluminense, deixou dois feridos (um agente penitenciário e um preso), além de ter feito quatro reféns durante boa parte do dia. Houve ainda a morte de um preso na noite de sábado, causada por overdose. A polícia descartou a relação do óbito com a rebelião.

A rebelião começou no início da tarde, logo após uma tentativa frustrada de fuga. Cerca de 30 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 50 do 34º BPM (Magé) reforçaram a segurança do presídio mas as negociações foram conduzidas pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), que exigiu a retirada dos PMs do interior da unidade.

De acordo com o tenente-coronel Evaldo Rodrigues, comandante do 34º BPM (Magé), a rebelião começou por volta das 14h e os rebelados tomaram toda a unidade, exceto a recepção.

Eles tentaram fugir pela porta da frente. Quando foram surpreendidos, houve troca de tiros. No retorno, fizeram os quatro refens contou.

Dos quatro agentes penitenciários feitos de refém, um foi atingido por estilhaços de balas. Ele foi atendido no local e passa bem. Já o detento que se feriu no confronto, precisou ser levado para o Hospital Municipal de Magé.

Terminada a rebelião, os presos foram revistados, contados e encaminhados para suas celas. Ainda segundo o comandante Evaldo Rodrigues, todos os objetos encontrados no presídio foram recolhidos.

Os presos chegaram a exigir garantias para libertar os agentes, como a promessa da direção da casa e do governador Sérgio Cabral de que não seriam castigados pela tentativa de fuga.

Do lado de fora, familiares dos detentos se concentraram, pedindo a intervenção do governador, para que os presos não fossem castigados.

Confronto religioso

O dia deste domingo contou ainda com uma briga religiosa no presídio. O pastor Marcos, que costuma tentar acabar com rebeliões, esteve no local por vontade própria, mas teria sido barrado pela direção da Casa. Já o padre André, coordenador da Pastoral Carcerária da Igreja Católica, teria sido convocado pelo governo do estado para ir ao local. Com autorização para entrar, o padre tentou negociar com os presos, o que revoltou o pastor. Marcos se disse destratado pela pela diretoria do presídio e considerou a atitude como preconceituosa.

Presos chegam ao MS

O avião que levava os sete presos transferidos do Rio a pedido da Secretaria Estadual de Segurança Pública chegou no início da tarde deste domingo à Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Segundo a Secretaria, parte desses presos participou dos ataques no Morro dos Macacos, na Zona Norte, em outubro deste ano. Na ocasião, um helicóptero da Polícia Militar foi derrubado por traficantes e, posteriormente alguns ônibus foram queimados.