Filha de morta em desembarque presta depoimento no Rio

Portal Terra

RIO - A Polícia Civil colheu nesta segunda-feira o depoimento de Sandra William, filha de Maria Petrúcia Ribeiro de Silva, 68 anos, que morreu após desembarcar de um voo vindo de Nova York no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. A polícia abriu inquérito para investigar o caso.

Segundo a companhia aérea TAM, a passageira passou mal por volta das 2h. A empresa registrou em nota o não atendimento ao pedido de serviço médico de emergência da Infraero na chegada ao aeroporto. Segundo a TAM, na aterrissagem, às 5h30, nenhum aparato a aguardava e tripulantes a conduziram pelo desembarque no finger - corredor que liga a sala de embarque ao avião -, onde ela perdeu os sentidos. Quando a emergência da Infraero chegou, 25 minutos depois, Maria Petrúcia estava morta.

Sandra e outros familiares dizem que desapareceu uma bolsa que viajantes costumam usar à cintura, contendo carteira de identidade, CPF e US$ 8 mil em dinheiro. Segundo Sandra, os dólares estavam guardados em um fundo falso costurado na bolsa.

O corpo foi submetido a exames do Instituto Médico Legal (IML) e, segundo o vice-diretor do órgão, Sérgio Simonsen, "tudo leva a crer que ela foi vítima de trombose venosa aguda, que pode acometer pessoas imóveis por muito tempo, como passageiros de voos longos. É até conhecida como Síndrome do Viajante: a pessoa fica sentada por muito tempo, forma-se um trombo na perna e ele sobe pela corrente sanguínea e pode ser fatal".

A delegada Teresa Dezza, titular da delegacia do aeroporto, onde o caso está sendo investigado, disse que vai pedir as gravações dos procedimentos da tripulação durante o voo.

- Para começar a investigação, vou pedir os registros das conversas do piloto com a torre etambém a lista da tripulação e a relação dos passageiros que estavam próximos a ela durante a viagem - disse.

Ao sair da delegacia, por volta das 15h30 desta segunda, Sandra disse estar muito nervosa e não quis comentar os detalhes do caso. Na próxima quarta-feira, a polícia deve ouvir depoimentos da equipe médica que atendeu Maria Petrúcia e da torre de controle do aeroporto.