Irmão de PM morto faz críticas critica a corporação

João Pequeno, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - A falta de macacões antichamas para tripulantes de helicópteros da Polícia Militar foi criticada no enterro do cabo Izo Gomes Patrício, de 36 anos. Com 96% do corpo queimados, ele foi o terceiro policial a morrer dos seis que estavam na aeronave abatida, sábado, por traficantes do Morro do São João, no Engenho Novo.

O material tem que ser o mesmo para todos que correrem risco, mas, atualmente, só piloto e copiloto recebem desabafou Robson Gomes Patrício, 39, um dos cinco irmãos de Izo e também cabo da PM.

Além de Izo que deixou dois filhos morreram os PMs Ednei Canavarro e Marcos Stader. Ainda há um policial internado, dois já receberam alta.

Abalada, a mãe de Izo, Regina Gomes Patrício, apelou à população das favelas.

Culpado não é o governo, somos nós, os pais. Povo do morro: nasceu o filho de vocês, modele desde o berço. Não podemos esperar chegar aos 14, 15 anos, porque já estarão perdidos. Se for do berço, eles jamais vão virar traficantes e deixar a sociedade apavorada.

Subiu para 25 o número de mortes desde sábado, com a tentativa de invasão do Morro dos Macacos e as operações policiais. Na terça-feira, a PM confirmou mais três mortos: dois em confronto e um abandonado dentro de um carrinho de supermercado em um acesso ao morro, em Vila Isabel. Um menor de 15 anos foi preso com uma pistola, suspeito deste crime.

Segundo a polícia, são 11 mortos em confronto, oito na guerra entre traficantes, três moradores inocentes e três PMs.