Escolas municipais na região de conflitos no Rio têm baixa frequência

Agência Brasil

RIO - Três dias depois do confronto entre traficantes no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte do Rio, que causou a morte de 20 pessoas, o patrulhamento por policiais militares continua nos principais acessos à favela e nas ruas do bairro.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as cinco escolas e quatro creches municipais da região estão funcionando, mas dos 2.207 alunos, poucos compareceram nos estabelecimentos de ensino nesta manhã.

Nesta terça-feira, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), exigiu que as autoridades paralisem as atividades escolares nas áreas envolvidas na guerra do tráfico de drogas.

O coordenador do Sepe, Cláudio Monteiro, disse que recebeu denúncias de que a Secretaria Municipal de Educação estava obrigando as escolas a funcionar para aparentar uma falsa "normalidade" nos locais onde ocorreram os confrontos.

- Não é a primeira vez que isso acontece nessa e em outras regiões. A secretaria diz que há normalidade no local, mas nós sabemos que isso não é verdade. Tanto é que a maioria das mães não levou os filhos para as escolas. E os poucos que vão, certamente, têm baixo rendimento devido a essa situação de violência - disse Cláudio Monteiro.

Em nota, a assessoria de comunicação da secretaria informou apenas que todas as escolas da rede municipal estão orientadas a preservar a segurança de alunos, professores e funcionários em qualquer situação.

Moradores de Vila Isabel voltaram a ouvir tiros na madrugada desta terça-feira, no Morro dos Macacos, por alguns minutos. No entanto, a Polícia Militar informou que não houve registro de tiroteio na região.