Beltrame diz que polícia soube de invasão a morro no Rio

Portal Terra

RIO DE JANEIRO - O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou no final da tarde deste sábado, em entrevista coletiva na capital do Estado, que a polícia antecipou uma invasão ao Morro dos Macacos, na zona norte do Rio. Segundo Beltrame, o serviço de inteligência da corporação soube de uma tentativa de invasão da área por uma quadrilha rival e fez o cerco da favela quando um helicóptero foi abatido.

O contronto matou, até o momento, 12 pessoas - 10 bandidos e 2 policiais. Seis policiais foram baleados, dois moradores foram feridos, oito fuzis foram apreendidos, oito ônibus foram queimados, um menor foi apreendido e um homem foi preso.

Traficantes obrigaram um helicóptero da Polícia Militar carioca a realizar um pouso forçado na manhã deste sábado. A aeronave foi alvejada por vários tiros enquanto monitorava a favela. O aparelho modelo Fênis pegou fogo no ar e explodiu ao tocar o chão, depois de o piloto fazer um pouso forçado. Quatro policiais estavam na aeronave. Dois deles ficaram presos e morreram carbonizados, segundo a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Outros dois sofreram ferimentos e foram encaminhados ao hospital do Andaraí.

- Conseguimos antecipar que oito pessoas se uniriam para fazer um bonde no Morro dos Macacos, por isso fazíamos o acompanhamento da área - disse o secretário. Ainda de acordo com Beltrame, a polícia não dominou o morro porque a chegada dos traficantes rivais, que tentariam tomar os pontos de vendas de drogas, foi à noite - quando mais pessoas estão em suas casas na favela.

- A polícia trabalha com planejamento. Quando isso se dá à noite, nós não entramos porque temos compromisso com o cidadão. Quem não tem compromisso com o cidadão é o vagabundo, é o marginal - disse.

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Coronel Mario Sergio Duarte, afirmou que a comunidade no momento está dominada pela polícia.

- Neste momento quem tem o controle da área é a Polícia Militar A polícia não se eximiu, esteve com todos os seus efetivos desdobrados e a pé. Estamos no terreno e vamos nos manter no terreno.