Alvo de CPI, PDBG tem apoio de ex-opositores

Flávio Dilascio, Jornal do Brasil

RIO - Criado em 1994, no governo Nilo Batista que substituiu Leonel Brizola, desincompatibilizado para concorrer à Presidência da República o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) foi lançado com pompas e promessas de resolver todo o problema da poluição. Com o passar dos anos, no entanto, a ineficiência das ações foi tamanha que, em 2003, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) instalou uma CPI para investigar a má gestão e possíveis atos de corrupção no programa.

Idealizador da comissão de inquérito, o deputado estadual Alessandro Calazans (PMN) reeleito em 2006 ressalta que as investigações serviram para acelerar o projeto, que se arrastava por anos, sem qualquer solução.

Na época da CPI, vimos a necessidade de acompanhar de perto o que estava acontecendo com os contratos do PDBG. O programa entrava na sua segunda fase, e várias obras estavam paralisadas ou nem haviam começado. Faltava também planejamento estratégico. Não que a ideia central do plano não fosse boa, mas a execução deixava a desejar afirma o parlamentar. Propomos, e a Alerj aprovou, a criação de uma CPI com várias frentes para investigar os pontos fortes e fracos das ações. Hoje, posso afirmar com convicção que os resultados atuais são influenciados pela correção de rumo que a CPI deu ao programa de despoluição acredita.

De acordo com o deputado, as mudanças no programa saíram de conversas com engenheiros, moradores de comunidades, financiadores do projeto e empreiteiras, numa espécie de raio X dos problemas.

Hoje, as praias de Paquetá oferecem condições próprias para banho, e algumas da Ilha do Governador poderão receber essa mesma qualificação no ano que vem. Muito disso é fruto da fiscalização que fizemos à época e de uma aposta dos governos que se seguiram após a CPI, que firmaram um compromisso de levar o programa adiante finaliza Calazans.

Meia tonelada de lixo recolhida

Durante a regata ecológica desta quinta-feira, a décima promovida pela Escola Naval com diversas universidades, as equipes recolheram nada menos do que 563 quilos de lixo da Baía de Guanabara. A competição reuniu 20 embarcações e cerca de 300 participantes. A equipe vencedora retirou 173 quilos. Entre os objetos encontrados, destaque para um pedaço de caixão fúnebre e uma TV.