Emenda garante revitalização de prédios históricos na Zona Portuária

Camilla Lopes, JB Online

RIO - O projeto de revitalização da Zona Portuária, conhecido como Porto Maravilha, pode ganhar um complemento que ampliará o roteiro turístico e cultural da cidade. Caso seja aprovada pela Câmara Municipal, a emenda do vereador Paulo Messina (PV-RJ) ao projeto Porto Maravilha, a Prefeitura do Rio terá que reformar os prédios e áreas históricas da região.

Há grandes monumentos históricos na Zona Portuária. Tem a Pedra do Sal, o Cemitério dos Pretos Novos e a Rua Sacadura Cabral que possui uma série de prédios onde funcionavam os mercados de escravos conta o historiador Milton Teixeira.

A emenda de Messina especifica a criação de um Circuito Histórico-Cultural. A proposta é organizar e manter vivo o patrimônio imaterial da região.

A gente sabe que a área é muito importante historicamente na cidade. Foi onde houve a Revolta da Vacina e onde nasceu o samba. Então, por que não um grande museu a céu aberto? A história da Zona Portuária precisa ser preservada explica Messina.

Olinda

O vereador citou o exemplo da cidade de Olinda, em Pernambuco, para ilustrar o que pretende com a criação do Circuito Histórico na Zona Portuária.

Segundo ele, caso a emenda seja aprovada, haverá a instalação de placas para sinalizar os locais históricos e, ainda, a capacitação de guias turísticos para orientarem quem percorrer a parte histórica da Zona Portuária, como já acontece na cidade pernambucana.

De acordo com o vereador, a reestruturação do corredor histórico-cultural traria mais oportunidades de negócios para a Zona Portuária.

No entanto, na opinião do historiador Milton Teixeira, além da Zona Portuária é necessário que se reforme também a Praça 15.

Espero que essa emenda seja estendida até a Praça 15, que está uma latrina. O turista que quiser percorrer o Centro, com certeza vai querer estender até a Praça 15, mas o monumento ao General Osório está todo depredado, e o maior criadouro de mosquito da dengue é o Mergulhão ressalta Teixeira.

O projeto de Messina recebe o opoio de um importante aliado dentro da Prefeitura do Rio: o subsecretário de Patrimônio Cultural, Washington Fajardo.

A ideia do Circuito Histórico-Cultural é poder sinalizar além dos edifícios históricos, a memória viva da área. Às vezes, você tem um morador que conhece a história do lugar, esse é um tipo de dimensão que o patrimonio material não alcança. Eu espero que a emenda seja aprovada defendeu Fajardo.

Como recurso, a emenda irá contar com 3% do Cepac (título imobiliário reservado para o financiamento e preservação do patrimônio cultural).

O projeto que cria o Circuito Histórico-Cultural deve ser votado, segundo Messina, ao final deste mês.