Operação do Bope para obras do PAC na Rocinha

Jornal do Brasil

RIO - As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Favela da Rocinha tiveram que ser interrompidas na manhã de sexta-feira devido a uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM que resultou em uma intensa troca de tiros mas não houve feridos.

A ação, que reuniu 250 homens, teve como objetivo encontrar um cemitério clandestino na parte alta da comunidade onde poderia estar os restos mortais da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida há mais de um ano na Barra da Tijuca. A meta não foi alcançada.

Os PMs conseguiram apreender 300 kg de maconha, uma espada ninja, além de munições. Quatro pessoas foram detidas. Por causa dos tiros, o comércio ficou fechado.

Tráfico na Penha

A Justiça decretou sexta-feira a prisão de 23 pessoas acusadas de integrarem o tráfico de drogas no Complexo de Favelas da Penha (Zona Norte). Nove delas já estavam presas.

Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha afim de comercializar cocaína, maconha, ectasy e crack.

Juntamente com o Complexo do Alemão, as favelas da Penha são consideradas o quartel-general da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

A Delegacia de Combate as Drogas (Dcod) tem informações de que os bandidos dos dois complexos teriam reunido hoje cerca de 1.500 fuzis. Parte do arsenal seria própria e o restante de outras comunidades, como a Cidade de Deus, que foi ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e do Jacarezinho, cujo chefe Marcus Vinicius da Silva, por estar próximo de sair da cadeia, mandou estocar no Alemão cerca de 150 fuzis do seu reduto.