Polícia apura por que Romário vendeu carro abaixo do preço

Portal Terra

RIO - O delegado Robson da Costa Ferreira, que investiga o suposto envolvimento do ex-jogador Romário com um esquema chamado "pirâmide", disse ao Fantástico que o valor que Romário informou que recebeu por um Hummer "acendeu o sinal amarelo". Ele afirmou que o motivo do subfaturamento do veículo precisará ser checado.

Segundo o ex-jogador, ele recebeu R$ 170 mil pelo carro, que, na verdade, valeria R$ 500 mil. De acordo com o Fantástico, somente o jogo de rodas cromadas aro 28 custa mais de R$ 100 mil. O carro também tem telas de DVD para os passageiros do banco traseiro e sistema de navegação e controles do rádio, com acionamento na tela. O veículo tem ainda teto solar automático e uma câmera escondida no retrovisor, que aparece quando a ré é engatada.

A polícia investiga se Romário teria sido obrigado a dar o carro para cobrir o prejuízo que um conhecido teve na "pirâmide", esquema em que os participantes são seduzidos por um golpista a entregar grandes somas de dinheiro com a promessa de lucros altos em um mês.

O ex-jogador prestou depoimento e disse que nunca deu o carro para ninguém. Ele afirmou que vendeu o carro para uma concessionária. Conforme o Fantástico, durante os quase dois anos e meio que ficou com o veículo, o ex-jogador não o colocou em seu nome. Ele só teria feito o registro em janeiro deste ano, no nome da mulher dele. Romário disse à polícia que era um presente para ela, mas em seguida vendeu o carro.