Manifestantes protestam com cruzes contra a violência no Rio

Portal Terra

RIO - Familiares e amigos do advogado Bolívar Souza da Silva, 44 anos, e do menino William Moreira da Silva, 11 anos, assassinados durante o último fim de semana, no Rio de Janeiro, fizeram uma manifestação com cruzes e cartazes contra a violência neste domingo. O ato ocorreu na praia de Copacabana.

Bolívar foi morto em um prédio da rua Arthur Bossolo, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Ele foi rendido por cinco assaltantes na avenida das Américas. O advogado não teria dinheiro e, por isso, foi obrigado a ir com os ladrões até sua residência. No meio do caminho, ele teria tentado enganar os ladrões entrando em um prédio onde mora um amigo. Ao chegar à garagem do edifício, teria tentado fugir e acabou baleado na cabeça. O carro dele foi abandonado na avenida das Américas, altura do clube Marapendi, na Barra da Tijuca.

O estudante foi morto com um tiro na cabeça enquanto soltava pipa no terreno baldio de uma fábrica abandonada, em Barros Filho, zona norte do Rio. Segundo testemunhas, o menino estava com dois primos e um amigo quando policiais militares deram disparos no local.

O garoto que tinha feito aniversário três dias antes, cursava o quarto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Alípio Miranda, em Honório Gurgel. Ele era o caçula de uma família de sete filhos.

A 39ª delegacia do Rio abriu na última segunda-feira um inquérito policial para apurar quem eram os integrantes de uma viatura do 9º Batalhão da Polícia Militar. A PM vai rastrear o número da viatura através do GPS.