Romário dorme na delegacia e pode ser transferido nesta quarta-feira

JB Online

RIO - O ex-jogador de futebol e pentacampeão pela Seleção Brasileira em 1998, Romário de Souza Farias, de 43 anos, passou a noite na 16ª DP (Barra da Tijuca), Zona Oeste do Rio. Ele está a mais de 12 horas na unidade policial, após ser preso por determinação da Justiça, no fim da tarde de terça-feira, acusado de não ter pago pensão alimentícia aos dois filhos de seu primeiro casamento ­ Moniquinha, de 19, e Romarinho, de 15.

Durante a noite e a madrugada desta quarta-feira, a expectativa era pelo retorno á delegacia do advogado de Romário, Norval Valério, com um alvará de soltura. O pedido foi apresentado por ele às 21h no Plantão Judiciário do Fórum do Rio, no Centro. O Jornal do Brasil tentou sem sucesso manter contato com ele durante a madrugada. Caso o documento não seja apresentado ainda nesta manhã, Romário será transferido para a carceragem da Polinter, na Zona Portuária do Rio.

Na 16ª DP, Romário ficou em uma sala sozinho, separado de outros presos. Amigos do ex-jogador chegaram levar comida, mas os alimentos não puderam ser entregues. De acordo com os agentes, há um horário determinado para entrega e as refeições dos presos.

A prisão do ex-centroavante do Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Barcelona, PSV e seleção brasileira foi determinada pelo juiz Antônio Aurélio Abi Ramia, da 2ª Vara de Família, atendendo a ação dos advogados de Mônica Santoro, de 38 anos, primeira mulher de Romário e mãe de Moniquinha e Romarinho. Ela afirma que o ex-craque está há dois meses sem pagar pensão para os dois filhos.

De acordo com o delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da 16ªDP, o ex-craque afirmou que já havia quitado a pensão e que tinha documentos comprovando o pagamento, mas, no entanto, não os apresentou. Nogueira disse ainda que ele alegou ter sido apanhado de surpresa , por não ter recebido nenhuma notificação prévia antes do mandado de prisão.

Romário foi detido em sua casa, na Barra, às 14h em sua casa, na Barra, por um oficial de justiça, acompanhado de um policial militar, que levou o mandado de prisão, e levado para a 16ªDP, onde chegou às 17h.

Em 2004, Romário então no Fluminense já havia sido detido duas vezes pelo mesmo motivo. Na ocasião, a ex-mulher acusou-o de atrasar em R$ 140 mil a pensão e ele passou cerca de cinco horas na mesma 16ªDP.