Ex-chefe chefe do Bope comandará PM do Rio

Camilla Lopes, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, nomeou nessa terça um ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para chefiar a Polícia Militar: o coronel Mário Sérgio Brito Duarte, que estava na presidência do Instituto de Segurança Pública (ISP).

O coronel será empossado nesta quarta e entra no lugar de Gílson Pitta Lopes, que ficou 17 meses no comando da PM.

Segundo Beltrame, a escolha de Duarte ocorre porque o coronel apresentou um excelente projeto para a Polícia Militar e assim mereceu uma chance à frente da instituição.

O secretário fez questão de afirmar que não tem nenhuma crítica ao trabalho realizado por Gílson Pitta.

O coronel Pitta não merece nenhuma crítica, mas devemos avançar, e o coronel Duarte apresentou o programa que precisamos neste momento.

Beltrame não conhece metas

O plano de metas do novo comandante da PM ainda não foi apresentado, mas o secretário adiantou, durante a entrevista coletiva, que o projeto propõe um treinamento para combater o alto índice de violência policial contra a população, além de uma proposta para esvaziar as áreas administrativas e colocar mais homens nas ruas.

A meta do governador Sérgio Cabral, de aumentar de 38 mil para 60 mil o contingente total da Polícia Militar no estado, por exemplo, já foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a verba o crescimento da tropa tem previsão para começar a entrar no orçamento estadual a partir do ano que vem.

Beltrame negou que a troca seja motivada por irregularidades, como, por exemplo, o fato de 30 policiais militares terem sido denunciados pelo Ministério Público na segunda pela morte de inocentes nos anos de 2007 e 2008, e o assassinato da professora Cássia Blondet Baruque, ocorrido sábado, em Botafogo.

Sobre a morte de Cássia, que ocorreu durante uma demora na troca de turno de PMs, o secretário alegou que não seria motivo para promover uma mudança no comando da corporação.

Eu não posso mudar o comando da Polícia Militar a cada episódio como esse. O Rio de Janeiro sempre foi assim afirmou Beltrame.