Saúde: vereador diz que faltam funcionários

Jornal do Brasil

RIO - O presidente da Comissão de Saúde Pública da Câmara Municipal, vereador Carlos Eduardo de Mattos (PSB), esteve segunda-feira no Miguel Couto e fez uma série de críticas à maternidade do hospital. Segundo ele, faltam seis enfermeiros, 18 técnicos em enfermagem e o cardiotocógrafo aparelho que mede o nível de risco dos fetos no parto está quebrado.

Mattos disse ainda que o hospital não preparou plano de contingência para suprir a defasagem de 11 leitos que não estão sendo usados em razão de obras na enfermaria. O vereador afirmou que entregará um relatório sobre a situação das maternidades nesta semana ao Ministério Público Estadual e pedirá a abertura de um inquérito civil público.

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil respondeu, em nota, que o caso das gestantes foi um fato isolado, causado por erro de um profissional e não tem nenhuma relação com falta de leitos, nem de ambulância para transferência. Não foi por falta de estrutura da unidade .

O órgão acrescentou que os 11 leitos citados pelo vereador voltarão a ser ocupados terça-feira. Segundo a pasta, eles estiveram desativados por uma semana para obras de rotina, como reparos de pintura e vazamento.

A Secretaria explica ainda que, caso seja necessário internar ou transferir uma paciente de uma maternidade para outra, conta com uma Central de Regulação, que gerencia os leitos, bem como com ambulâncias. Além dessa central, as maternidades também podem se comunicar entre elas para intermediarem transferências e internações.

Reavaliação

A administração da pasta ressalta também que toda a sua área de recursos humanos está sob avaliação e, com a realocação de alguns serviços, serão realizados os remanejamentos necessários. A contratação de novos profissionais depende de critérios técnicos, além da disponibilidade orçamentária.