Polícia apreende pirataria em Maricá

Camilla Lopes, Jornal do Brasil

RIO - Operação feita segunda-feira pela Delegacia de Repressão nos Crimes Contra a Propriedade e Imaterial (DRCPIM) em uma feira de Maricá, na Região dos Lagos, indica que, além de consumidor, o Rio também é produtor de falsificações, pois o material teria sido fabricado dentro do estado, segundo o delegado titular, Raul Morgado.

De acordo com o delegado, as falsificações são feitas em diversas regiões do estado, no interior, na capital . Morgado não soube especificar, porém, o local da fabricação dos produtos.

Os agentes apreenderam uma grande quantidade ainda não especificada de roupas, calçados, brinquedos e DVDs piratas.

Uma das peças que seria vendida em Maricá chamou a atenção dos policiais por ser uma cópia quase perfeita de um casaco esportivo da grife Adidas.

As maioria das confecções de roupas piratas é daqui mesmo, do estado do Rio. E elas crescem porque a população compra mesmo. Um casaco como esse custa em média R$ 350. O falsificado sai em média por R$ 40. Todo mundo compra, porque dentro das comunidades carentes, a marca é símbolo de status analisa.

Ninguém foi preso durante a operação. Segundo Morgado, é comum os camelôs fugirem ao avistarem os agentes, o que dificulta a investigação da polícia.

Eles avistam ou são avisados que os policiais estão na feira e saem correndo, largando a mercadoria. Isso dificulta o nosso trabalho, claro. Mas nós estamos com um esforço intenso de repressão; só neste primeiro semestre, já apreendemos quase 2 milhões de produtos falsificados.

O promotor de Justiça Rogério Greco, especialista em crimes de falsificação, considera as penas brandas e, por isso, um grande um fator que facilita este tipo de crime.

A pena é muito leve. Para quem viola o direito autoral, a pena varia de três meses a um ano. Já para quem reproduz, a detenção é de no máximo quatro anos, segundo o artigo 184 do código penal. É pouco. Mas o problema maior desse crime no Brasil é a certeza da impunidade.

Exploração

O procurador ressalta ainda que os produtores de falsificações são quase sempre exploradores de mão de obra barata.

Essas pessoas contratam trabalhadores informais e pagam muito mal.

Os produtos apreendidos segunda-feira serão destruídos após um inquérito, segundo a DRCPIM.