Crime da Mega-Sena: réus não são reconhecidos

Jornal do Brasil

RIO - As testemunhas de acusação não reconheceram segunda-feira os dois primeiros acusados de participação na morte do milionário René Sena que foram a julgamento no Fórum de Rio Bonito (cidade a 85 quilômetros do Rio).

Elas alegaram diferentes motivos para não apontar o ex-PM Anderson Souza e um ex-motorista de René, Ednei Gonçalves, como culpados pela morte da vítima, um lavrador que enriqueceu ao ganhar sozinho R$ 51,8 milhões na Mega Sena, em 2005.

René Sena, então com 54 anos, foi morto a tiros em uma emboscada num bar onde bebia cerveja, no bairro de Lavras.

Muito rápido

O dono do bar onde os assassinos mataram René foi a primeira testemunha a depor e disse não ter condição de reconhecer fisicamente os autores do homicídio, alegando que o crime aconteceu muito rápido .

Ele afirmou ainda que não poderia reconhecer a motocicleta usada pelos bandidos, porque no momento do homicídio teria se atirado embaixo do balcão do bar, para não ser atingido.

Por sua vez, a segunda testemunha a falar contradisse o próprio depoimento dado há dois anos, na delegacia de Rio Bonito, quando havia afirmado que poderia reconhecer os assassinos de René Sena, com quem conversava poucos momentos antes de o crime acontecer. Desta vez, a mesma testemunha afirmou que não teria condições de fornecer um retrato falado dos criminosos.

A segunda testemunha disse ainda que Anderson e Ednei não se parecem com os assassinos por serem mais baixos e não serem tão fortes. Além disso, acrescentou que os matadores usavam toucas até o pescoço quando mataram René.

Caso tem mais quatro réus

Além dos dois acusados que foram segunda-feira ao tribunal, também serão julgados mais quatro réus: a viúva de René, Adriana Ferreira Almeida, acusada de planejar o homicídio, dois policiais militares o cabo Marco Antônio Vicente e o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira e Janaína Silva de Oliveira, mulher do ex-PM Anderson.

Os julgamentos destes outros quatro réus ainda não têm datas marcadas.