Shopping recebe exposição do Greenpeace sobre oceanos e biodiversidade

JB Online

RIO DE JANEIRO - No mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, NorteShopping e Greenpeace chamam a atenção da população para a importância da preservação dos oceanos e da biodiversidade marinha. Segundo a ONG, o oceano é responsável por 70% do oxigênio consumido no planeta e abriga 80% das espécies de animais e vegetais. De 18 a 28 de junho, o evento Proteção dos Oceanos, entre nessa onda , vai abrigar exposições, exibições de filmes e ajudará a ONG a recolher assinaturas para uma carta que será enviada ao presidente Lula, contendo exigências de compromisso do governo brasileiro para reduzir o impacto de suas ações nas mudanças climáticas.

Durante os onze dias, um Iglu de 5 m terá a exibição de filmes sobre a poluição dos oceanos, aquecimento das geleiras e a caça às baleias, além de palestras com monitores do Greenpeace. Ao lado do Iglu, uma baleia Jubarte inflável de 15m, réplica inédita no Rio de Janeiro, será a grande atração para os visitantes. O objetivo é mostrar o mamífero que está ameaçado de extinção e já teve mais de 200 mil da sua espécie mortos por navios pesqueiros. Órgãos ambientais estimam que até hoje, 90% da espécie já tenha sido destruída.

Quem passar pelo segundo piso, próximo ao pátio verá uma exposição em painéis de 60X50, com fotos do Greenpeace que retratam a luta da ong contra a degradação dos oceanos e as atividades exercidas pelo homem, prejudiciais à biodiversidade do ambiente marinho. No local também terá a exibição de filmes sobre o destino do lixo gerado nas cidades, que na maioria das vezes vai para o mar, matando muitas espécies de animais.

As assinaturas recolhidas por integrantes do Greenpeace durante o evento para a uma carta que será enviada ao presidente Lula, faz parte do documento para ser levado à COP (Conferência das partes) em Copenhague na Dinamarca, onde 200 países decidirão o que fazer em relação às mudanças climáticas. Uma das sugestões feita pela ONG ao Governo, é aumentar as áreas de proteção marinha do litoral brasileiro dos atuais 0,4% para, pelo menos, 30%.