Consumo de ecstasy cai, e o de álcool sobe

André Luiz Barros, JB Online

RIO - A balinha , como é chamada a droga sintética êxtase, bastante conhecida nos festivais eletrônicos mundiais, cedeu espaço à bebida alcoólica e a energéticos no Rio. Para o policial assistente do projeto Noite Legal, o número de atendimentos médicos feitos nas festas por intoxicação ilícita diminuiu no último ano.

Segundo o delegado Marco Castro, responsável pelo projeto, a fiscalização tem um caráter pedagógico e se dá principalmente por meio de denúncias. De 2008 a maio deste ano, a Subsecretaria de Ensino da pasta estadual da segurança recebeu 68.

Em apenas uma das festas rastreadas pelo delegado no ano passado não houve registro de qualquer atendimento médico. Por outro lado, 100% das 38 pessoas abordadas numa das raves promovidas esse ano em Santo Aleixo, interior do estado, foram pegas portando drogas.

De acordo com Anderson Brito, policial assistente do Noite Legal, apesar da porcentagem, o número de flagrantes envolvendo usuários de drogas nos festivais tem diminuído significativamente.

Durante o levantamento de dados, verificamos que o número de libação alcoólica aumentou afirma Brito.

A equipe já costuma prever quando o consumo de droga está alto.

Acompanhamos o comércio durante o evento. Quando as vendas de bebidas alcoólicas e energéticas estão altas e a saída de água está baixa, percebemos que o consumo de drogas na festa também é reduzido explica o delegado.

Segundo Castro, o consumo de água é feito principalmente por usuários de drogas sintéticas que sentem uma secura na boca e sede durante o frenesi entorpecente.

Nesses eventos, são exigidos no mínimo 250 seguranças privados. Além disso, é obrigatória a instalação de câmeras de vídeo e a proporção de um banheiro masculino e um feminino para cada 50 pessoas, previstos por lei. A pena, caso haja o descumprimento, varia da suspensão da festa a multa de R$ 5 mil.

A Subsecretaria de Ensino disponibiliza o endereço eletrônico [email protected] para denúncias, que podem ser anônimas.