Moeda custa o dobro mas dura 30 vezes mais , diz BC

Marcelo Migliaccio, JB Online

RIO - O chefe do Departamento de Meio Circulante do Banco Central, João Sidney, explica os motivos que levaram à decisão de tirar as notas de R$ 1 de circulação, sacramentada em 2005:

A razão é econômica. Uma cédula tem vida útil de cerca de 11 meses, enquanto a moeda dura pelo menos 30 anos diz Sidney.

Além disso, ele argumenta que moedas são mais facilmente identificáveis além de mais higiênicas.

O nível de bactérias nas notas de R$ 1 é altíssimo, porque elas são base de troco e mudam muito de mãos.

O papel não resiste a esse manuseio.

Ontem, de acordo com o site do BC, havia cerca de 174,2 milhões de cédulas de R$ 1 circulando no Brasil, contra aproximadamente 1,3 bilhão de moedas do mesmo valor.

E, neste ano, entram em circulação mais 400 milhões de moedas anuncia Sidney.

A contrário da moeda de R$ 0,01 centavo, que custa R$ 0,10 para ser produzida, a nota de R$ 1 não era deficitária e ainda tinha um custo equivalente à metade do da moeda correspondente.

Uma nota saía por R$ 0,12, enquanto uma moeda custa R$ 0,24 diz Sidney.

Não guardar

O diretor do BC, no entanto, faz um apelo:

Hoje, existem 14 bilhões de moedas circulando no Brasil, o que dá uma média de 70 por habitante. O problema é que um percentual delas deixa de circular, esquecida em casa, perdidas ou guardadas em cofres. Isso, numa população de aproximadamente 190 milhões de pessoas, faz com que o governo seja obrigado a produzir mais moedas, elevando sua despesa. É um erro desprezar as moedas de menor valor.