Invasão a Primeiro Distrito Naval prende três homens

JB Online

RIO - Três homens foram presos, na madruga desta quarta-feira, ao tentarem invadir a sede do Primeiro Distrito Naval, na Praça Mauá, Centro do Rio. De acordo com policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes), dois deles vestiam fardas e entraram na unidade em um carro roubado Toyota Corolla, por volta das 2h. Para a PM, os criminosos pretendiam roubar armas da instituição.

O comandante da guarda de vigília percebeu um comportamento diferente dos homens e acionou a Polícia Militar. Não houve reação dos bandidos, que foram imobilizados. No veículo onde estavam, foram encontradas duas pistolas. Os invasores prestaram depoimento no prédio da Marinha e foram encaminhados para a 1ª DP (Praça Mauá). Nada foi roubado e a Força Armada abriu inquérito para investigar o caso.

Em nota, o Primeiro Distrito Naval diz que os presos realizaram ainda exame de integridade física e sanidade mental antes de serem levados para a delegacia.

Episódios de roubo de armamento tornaram-se frequentes no Rio. No mês passado, o alvo foi o 6º BPM (Tijuca), na qual bandidos invadiram a sala de reserva de material bélico, onde ficam guardadas as armas da unidade. Segundo a PM, foram feitas análise e recontagem das armas por peritos do Centro de Criminalística que não constaram furto de nenhum material. Conforme a nota da polícia, apenas o cadeado da sala teria sido arrombado sem outros prejuízos.

Porém, um membro da corporação conta que cinco fuzis foram furtados. A Secretaria de Segurança afirmou que o novo comandante do batalhão, coronel Fernando Príncipe, vai instaurar uma sindicância interna para apurar responsabilidades.

Em 2006, por causa do roubo de 10 fuzis, o Exército ocupou durante 12 dias as favelas do Rio para recuperar os equipamentos. As armas foram roubadas do Estabelecimento Central de Transporte (ECT) da corporação, em São Cristóvão. As armas foram localizadas numa mata em São Conrado. Bandidos as teriam abandonado o armamento porque vinham tendo prejuízos com a venda de drogas desde a presença dos soldados nas favelas.