Manhã de pânico em Botafogo

Jornal do Brasil

RIO - Os moradores de Botafogo começaram o dia de terça-feira às voltas com um arrastão que acabou em tiroteio de bandidos com moradores do bairro, enquanto a polícia demorou para chegar ao local.

Por volta das 7h, três assaltantes armados com pistolas promoveram um arrastão e roubaram sete motoristas que estavam parados no trânsito da Rua Mundo Novo muito usada como atalho para fugir do trânsito pesado da região. Foram levados documentos, dinheiro, cartões de crédito e celulares, mas nenhum carro foi roubado. Houve reação dos moradores e um deles chegou a atirar uma cadeira de ferro em um dos assaltantes.

Outro morador, que é militar reformado da Marinha, trocou tiros com os bandidos e os disparos atingiram residências próximas. Um dos três homens foi atingido e levado pelos comparsas em um Fiat Palio Weekend. O trio conseguiu fugir. Policiais do batalhão de Botafogo viram o carro dos ladrões na Rua Voluntários da Pátria, mas não conseguiram seguir os fugitivos. O caso foi registrado na 10º Delegacia Policial (Botafogo).

Nos depoimentos prestados na delegacia, moradores disseram que a maioria das vítimas era composta de mulheres com crianças dentro dos carros que seguiam para a escola. A Polícia Militar informou que a região foi cercada após o acontecido, mas nenhum criminoso foi preso. A PM também afirmou que o bairro tem patrulhamento constante, feito por homens a pé. Os agentes da 10º DP estudam a possibilidade de o criminoso ferido ser o mesmo homem que chegou morto na manhã de terça-feira no Hospital Souza Aguiar, no Centro.

Segundo os investigadores, o assaltante atingido pelo disparo durante o confronto com o morador teria levado um tiro nas costas mesmo ferimento apresentado pelo cadáver.

Queixa

A filha de uma das vítimas do arrastão contou que assaltos na Rua Mundo Novo são constantes e que falta policiamento no local.

Recentemente um vizinho foi baleado na perna em uma tentativa de assalto, no mês passado um taxista foi assassinado nesta rua. Nós pedimos reforço no policiamento. O sentimento que fica é de impotência. Estamos apavorados.