Rio aumenta fiscalização contra gripe suína em aeroportos

Portal Terra

DA REDAÇÃO - A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro mudou a forma de abordagem de passageiros que chegam de áreas de risco de contágio da gripe suína. Em vez de esperar que os passageiros se apresentem, os técnicos vão fazer perguntas a todos e os viajantes, que terão ainda que preencher um formulário. As informações são do RJTV.

Ainda de acordo com o RJTV, os passageiros de um vôo de Miami já foram abordados pelo novo sistema. O avião foi levado a uma área isolada no Aeroporto Internacional Tom Jobim e os viajantes foram encaminhados a uma sala para serem entrevistados.

Casos confirmados

O ministério da Saúde informou neste sábado que ainda há 30 casos suspeitos de gripe suína no Brasil, distribuídos pelos Estados de São Paulo (12), Rio de Janeiro (1), Minas Gerais (4), Paraná (4), Distrito Federal (2), Goiás (2), Santa Catarina (1), Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (1), Ceará (1) e Rondônia (1). Até este sábado foram confirmados seis casos de infecção no País e um de contágio dentro do território brasileiro.

O que é a gripe suína

É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.

A gripe suína geralmente não atinge os humanos, e até então eram raros são os casos de contágio de pessoa para pessoa. A contaminação ocorre da mesma forma que a gripe comum, por meio de perdigotos (gotículas de saliva) lançados na tosse e espirros.

Sobre o recente surto que teve origem no México, a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1 do vírus Influenza A.

Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses européias e asiáticas.