Polícia encontra suspeito do roubo em sala da UFRJ

Jornal do Brasil

RIO - Acusado de assaltar alunos dentro de sala de aula na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Fundão, Renato da Silva Chagas, 28 anos, foi preso em sua casa na noite do último domingo por policiais da delegacia da Ilha do Governador.

Os agentes da polícia chegaram ao suspeito através das filmagens do circuito interno do prédio de Ciências e Saúde (CCS) da Cidade Universitária da UFRJ e encontraram ainda uma arma de brinquedo, com a qual acredita-se que ele tenha praticado o assalto.

Ex-funcionário da universidade, Renato trabalhou por quatro anos na instituição até ser dispensado, no ano passado. A 23ª Vara Criminal do Rio expediu contra ele um mandado de prisão temporária, a fim de evitar qualquer tipo de fuga da Justiça.

O caso ocorreu no dia 17 de abril deste ano, quando uma professora do oitavo período de nutrição da UFRJ foi assaltada juntamente com quatro alunas durante a aplicação de um exame oral no prédio. O assalto se deu sob gritos e ofensas do ladrão. Logo depois de tomar bens das mulheres, o homem fugiu correndo do prédio.

Sequência de assaltos

A Cidade Universitária tem sido cenário de assaltos nos últimos anos. Em sala de aula, foram quatro desde 2005. Nas outras dependências e ruas do complexo da UFRJ, os alunos reportam que frequentemente ocorrem assaltos e sequestros-relâmpago. Só neste ano, a 37ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador) registrou três desses sequestros na Ilha do Fundão.

Segundo o prefeito da Cidade Universitária, Hélio de Mattos, a segurança dos milhares de estudantes que frequentam as dependências da UFRJ diariamente é feita por uma empresa terceirizada que faz rondas pela universidade, além das câmeras de segurança. Ele admite, no entanto, que ainda é muito pouco para garantir a segurança e intimidar as quadrilhas que atuam na área. O 17º BPM (Ilha do Governador) afirmou que três viaturas patrulham o local diariamente.

Segundo o delegado Jader Amaral, titular da 37ª DP, as investigações de todos os crimes praticados no interior e no entorno da UFRJ são prioritárias.