Porteiro é ferido em arrastão por bairros

Jornal do Brasil

RIO - Bando pegou vítima no Flamengo, foi a Ipanema e terminou na Glória

Na tentativa, bem-sucedida, de evitar um assalto, no fim da noite de sábado, ao prédio onde trabalha, o porteiro Sinval Corrêa, de 44 anos, foi baleado. O disparo, feito por um dos três bandidos que tentavam invadir o edifício, na Rua Benjamim Constant, na Glória, Zona Sul do Rio, atingiu o porteiro de raspão, nas costas. Os ladrões fugiram sem nada levar.

O prédio da Glória foi a última parada da quadrilha, depois de cometer uma série de crimes em bairros da Zona Sul. A noite de terror começou por volta das 23h, quando os bandidos abordaram a moradora de um prédio da Avenida Oswaldo Cruz, no Flamengo. A mulher ainda estava na garagem. Os ladrões pediram R$ 5 mil à vítima para libertá-la. Como ela disse que não tinha a quantia exigida, os bandidos a obrigaram e seguir com eles para a casa de algum amigo ou alguma amiga dela que pudesse ter o dinheiro. Quando ainda estavam na garagem, um dos bandidos fez, sem querer, um disparo.

A quadrilha deixou o prédio com a mulher. Seguiram para a Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, onde mora uma tia da vítima. Os assaltantes conseguiram render o porteiro do prédio e um casal, que entrava no edifício naquele momento. Os bandidos roubaram o casal. Quando os criminosos se distraíram, o porteiro aproveitou para fugir. Temendo que o porteiro avisasse à polícia, a quadrilha fugiu do local, ainda levando a vítima.

O bando seguiu, então, para a Glória, cruzando diversos bairros. Eles se dirigiram para o prédio onde mora uma das amigas da vítima. O porteiro abriu o portão da garagem quando reconheceu o carro da vítima, que costuma ir ao prédio. Ele não percebeu que os bandidos estavam escondidos dentro do automóvel. Ao conseguir entrar no prédio, eles renderam o porteiro.

O porteiro, porém, começou a lutar com um dos bandidos e conseguiu escapar. Um dos ladrões fez três disparos na direção de Sinval, mas apenas um o atingiu de raspão nas costas. Ele conseguiu se esconder na garagem até a chegada de uma patrulha da PM, chamada pela síndica, que ouvira o barulho dos tiros. Os policiais levaram o porteiro para o Hospital Souza Aguiar. Os bandidos fugiram.

Em março, um casal também foi rendido e obrigado a seguir com bandidos da Lagoa até a Avenida Niemeyer. Lá, os bandidos empurraram o casal no penhasco. Antes, segundo a polícia, haviam feito vítimas no Catete e na Barra.