Engenheiro relata drama em Copacabana durante tiroteio

André Balocco, JB Online

RIO - Um engenheiro da Petrobrás, que ficou preso na padaria Apolo, na Rua Santa Clara quase esquina com Cinco de Julho, ontem de noite, durante o tiroteio que fechou a Rua Toneleros e terminou com cinco bandidos mortos após 20 minutos de inferno e troca de tiros, M, contou aos JB os momentos de terror que passou. Pedindo para não ser identificado, o executivo da petrolífera estava indo para casa e saltou na estação metrô da Siqueira Campos quando dcidiu parar para comprar pão. No momento em que estava na padaria, ele e mais 20 clientes foram surpreendidos com o início do tiroteo e todos foram para os fundos do estabelecimento, a fim de se protegerem.

- Foi uma troca de tiros muito violenta que durou uns 20 minutos. Na verdade eu nem sei muito bem quanto tempo durou, porque na hora você perde a noção de tempo. Liguei para a minha esposa e pedi que todos ficassem em casa. Foi desesperador - revelou.

M. conta que durante o tiroteio todos que estavam abrigados ficaram com muito medo que os bandidos entrassem na padaria e os fizessem de reféns. Aos 52 anos, criado em Copacabana, ele conta que nunca pensou que tal fato um dia pudesse acontecer.

- Os policiais fizeram bem o trabalho deles.

Segundo o executivo, houve um momento em meio ao tiroteio que uma pessoa entrou na padaria gritando que os policiais haviam encurralado uma van de transporte alternativo com os bandidos.

- Quando acabou saimos da padaria e vimos a van toda furada, metralhada e os policiais colocando os corpos dos bandidos na caçamba de uma viatura.

M. acrescenta que um dos bandidos foi preso.

M, que voltou para o Rio há dois anos, após morar em Macaé por mais de dez, não cogita sair da cidade, mas se assusta com o crescimento da violência na cidade.

- Deixaram as favelas crescerem demais.