Cidade deve ganhar 70 novas creches com o Rio Criança Maravilhosa

JB Online

RIO - Um dos principais programas da Secretaria Municipal de Educação, o Rio Criança Maravilhosa, destinado a ampliar e melhorar o atendimento à primeira infância, que compreende as crianças de zero a seis anos incompletos, começa a virar realidade. A partir de um convênio de US$ 100 milhões entre a prefeitura e o Banco Mundial, confirmado pelo prefeito Eduardo Paes nesta segunda-feira, após reunião na sede da instituição, em Washington (EUA), a cidade deverá ganhar 70 novas creches, o que irá aumentar em 20% o tamanho da rede, hoje responsável por 43 mil crianças em 416 unidades municipais e conveniadas. Serão mais 8.400 vagas disponíveis.

- Demos um primeiro e importante passo para tornar realidade esse projeto, que prevê ações conjuntas nas áreas de educação, saúde e assistência social afirmou a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.

O convênio prevê a destinação de US$ 50 milhões do Banco Mundial e outros US$ 50 milhões como contrapartida da prefeitura. A verba não será aplicada apenas na construção de novas creches, mas também em outras ações previstas no programa, como a qualificação dos profissionais da educação infantil e o desenvolvimento de um novo modelo de gestão para as creches. Além das medidas a partir do acordo com o Banco Mundial, o Rio Criança Maravilhosa prevê a construção de 240 creches em cinco anos, criando mais 36 mil vagas para o atendimento à primeira infância.

- É compromisso do meu governo ampliar o número de vagas em creches e oferecer educação infantil de qualidade para que as mães com filhos pequenos possam trabalhar sem preocupação declarou o prefeito Eduardo Paes, ao sair da reunião com integrantes do Banco Mundial.

Com o convênio confirmado, a prefeitura agora espera a aprovação do Governo Federal, uma vez que o Tesouro Nacional é o responsável por dar garantias para qualquer empréstimo internacional. Ao deixar a reunião desta segunda-feira, o prefeito revelou que irá a Brasília, assim que retornar de Washington, para negociar pessoalmente a autorização do acordo com o Banco Mundial. Diretor da instituição, Makhtar Diop enviará ao governo brasileiro uma carta informando o interesse em financiar o programa.