Bomba explode na Fonte da Saudade; ruas do Bairro Peixoto estão vazias

Carlos Braga, JB Online

RIO - Policiais do Esquadrão Anti-bomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) detonaram uma granada, por volta das 14h15 desta terça-feira, no alto da Rua Casuarina, na Fonte da Saudade. O explosivo foi encontrado no jardim do prédio número 100 e levada para a rua, onde foi detonada. A Praça Edmundo Bittencourt, local de convívio dos moradores do Bairro Peixoto, em Copacabana, amanheceu vazia hoje. Normalmente lotada de mães com seus filhos, a praça tinha pouco movimento e quase nenhuma criança.

Cláudia Vieira, moradora da Rua Santa Clara, era uma das poucas a levar o filho, de 4 anos, para brincar no lugar hoje de manhã. Ela estava na Praça, ontem, com a criança, quando ouviu o som dos tiros. Disse que ficou paralisada, pois não conseguiu saber de onde vinham.

- A impressão era de que vinham de todos os lados. Normalmente, hoje a praça estaria muito mais cheia. Uma amiga que sempre vem aqui com a filha me disse que se sente em estado de sítio - contou.

A aposentada Regina Castedo mora na praça e ouviu os tiros do confronto no sábado. Percebeu logo se tratar de disparos de armas de fogo por ser seco, rápído e intermitente. Contou que ontem, no fim da tarde, os policiais chegaram à praça mandando, aos gritos, que todos entrassem ems suas casas. Depois fecharam todos os acessos ao lugar.

- Fui para casa, fechei todas as janelas e fiquei na cozinha. Acho que os policiais estavam com medo que os bandidos nos fizessem de reféns - contou a produtora Andrea Soriano.

A digitadora Claudia Aicha, moradora da Rua Siqueira Campos, estava passeando com o cachorro na praça. Ela disse que chegou a ir, na última sexta-feira, ao aniversário da escola de samba Vila Rica, cuja sede fica na Ladeira dos Tabajaras.

- Foi super divertido. Mas no dia do tiroteio, quando os policiais pediram que todo mundo entrasse, até uma moradora de rua aqui da praça foi abrigada em um prédio pelo porteiro - lembrou.