Vigilante terceirizado da prefeitura morre ao receber cheque sem fundo

Felipe Sáles, JB Online

RIO - O vigilante Jairo Lopes, de 44 anos, morreu no fim da tarde desta quarta-feira dentro de uma agência bancária do Bradesco, em Madureira, onde foi checar o recebimento do salário de fevereiro depois de receber um cheque sem fundo. Jairo estava junto de outros 12 vigilantes também lesados, todos da empresa de vigilância União Forte, que presta serviços à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A empresa teria alegado estar há quatro meses sem receber da prefeitura.

Ao constatarem o atraso no salário, os 13 vigilantes foram à 29ª DP (Madureira) tentar registrar queixa contra a empresa. Segundo o Sindicato de Vigilantes, um inspetor teria se recusado a fazer o registro porque iria almoçar. Diante da insistência, o policial ligou para a empresa, que prometeu depositar o salário ainda nesta quarta-feira. Os vigilantes voltaram então à agência Bradesco, na Rua Carolina Machado, 372, em Madureira, onde Jairo acabou tendo um enfarte fulminante.

Jairo foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Segundo o sindicato, a empresa União Forte estaria há quatro meses sem receber faturas da prefeitura, motivo pelo qual teriam atrasado o salário. Procurada, a SMS afirma que pagou o referente a janeiro, mas não soube informar se há faturas pendentes do governo anterior. Já o pagamento de fevereiro, segundo a SMS, está em tramitação e tem prazo até 30 dias para ser concluído. Os 13 vigilantes trabalham nos hospitais Herculano Pinheiro, em Madureira, Salgado Filho, no Méier, e Maternidade Leila Diniz, também em Madureira.