Comissão da Alerj repudia aumento de voos no Santos Dumont

JB Online

RIO - Os maiores prejudicados com a transferência de voos para o Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, serão o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, zona Norte, e a população. Esta foi a conclusão a que chegaram deputados e representantes do Governo do estado e das empresas de aviação que, nesta segunda-feira, participaram de uma audiência conjunta das comissões de Transportes e de Turismo da Assembleia Legislativa do Rio, presididas, respectivamente, pelos deputados Marcelo Simão (PHS) e João Pedro (DEM). "A população que utiliza diariamente a ponte aérea Rio-São Paulo para trabalhar, por exemplo, terá que fazer um trajeto mais longo e perderá mais tempo com a transferência de voos regionais para o Galeão, consequência da saturação do Santos Dumont por voos internacionais, caso estes sejam desviados para o Centro", alertou Simão, completando que 3 milhões de passageiros passam hoje pelo Santos Dumont.

De acordo com o subsecretário de Estado de Transportes, Delmo Pinho, o Galeão, que foi construído para operar com voos internacionais, não aproveitou a sua viabilidade como ponto de conexão, perdendo, com isso, espaço no forte mercado interno. "O Aeroporto Tom Jobim é de primeira linha, mas não teve a manutenção que deveria. Porém, não é por isso que o Santos Dumont deve ser sobrecarregado, pois este tem menor pista, que impede algumas conexões. O que pode ser feito, por exemplo, é um aperfeiçoamento na ligação do Galeão com a cidade", frisou Pinho. O subsecretário acrescentou que, apesar de o Rio de Janeiro ter o segundo maior PIB do País, não há mercado para sustentar dois aeroportos fazendo conexões internacionais. "O Galeão é o aeroporto com a maior infraestrutura da América do Sul. Temos ainda problema na demanda por conta do nível de renda menor que o de São Paulo, por exemplo, mas, não é por isso, que devemos minimizar sua utilização", sublinhou.