Testemunhas do atentado a ônibus uspeitam que bandidos temeram invasão

JB Online

RIO - A estudante Kelly dos Santos Benincasa, 17 anos, metralhada segunda-feira quando estava dentro de um ônibus que foi atacado por traficantes da Favela Para-Pedro, na Zona Norte, morreu na noite de domingo e foi enterrada ontem no Cemitério de Irajá. Segundo testemunhas do crime que compareceram ao enterro, os bandidos teriam disparo porque temiam que a algazarra sinalizasse uma tentativa de invasão de uma quadrilha rival.

A jovem foi a primeira morte do atentado, que deixou três pessoas feridas e uma continua em estado grave. Parentes da menina acusaram o Hospital Estadual Getúlio Vargas de negligência. Segundo eles, a jovem foi transferida para a enfermaria no sábado, mesmo tendo febre e dificuldades de respirar.

Kelly tinha o risco de ficar tetraplégica, mas não resistiu aos ferimentos causados pelo tiro de fuzil que atingiu suas costas. Durante o enterro, testemunhas levantaram a suspeita de que os tiros tenham sido dados porque os bandidos da Para-Pedro se assustaram com a algazarra e dispararam contra o coletivo.

O delegado da 34ª (Vicente de Carvalho), João Dias, reclamou das poucas informações que têm chegado ao Disque-Denúncia, mas que já têm três suspeitos sobre o caso.